Ministério da Defesa entrega relatório sobre urnas eletrônicas ao TSE
Sugestões de aperfeiçoamento serão analisadas, responde tribunal
Sugestões de aperfeiçoamento serão analisadas, responde tribunal
O Ministério da
Defesa enviou nesta quarta-feira (9) ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE) o
relatório produzido pela equipe técnica das Forças Armadas sobre a fiscalização
da urna eletrônica.
De acordo com a
pasta, o documento traz observações e conclusões sobre o sistema eletrônico de
votação, conforme as atribuições que foram dadas pelo TSE às entidades
fiscalizadoras.
No ofício em que
pede que as sugestões dos militares sejam aceitas, o ministro da Defesa, Paulo
Sérgio Nogueira, cita pontos técnicos que podem ser corrigidos, como
investigação da compilação do código-fonte do sistema e a análise minuciosa dos
códigos binários executados nas urnas.
"Do trabalho
realizado, destaco dois pontos. Primeiro, foi observado que a ocorrência de
acesso à rede, durante a compilação do código-fonte e consequente geração dos
programas (códigos binários), pode configurar relevante risco à segurança do
processo. Segundo, dos testes de funcionalidade, realizados por meio do Teste
de Integridade e do Projeto-Piloto com Biometria, não é possível afirmar que o
sistema eletrônico de votação está isento da influência de um eventual código
malicioso que possa alterar o seu funcionamento".
Os militares fazem
parte da comissão de transparência criada pelo próprio TSE para fiscalizar as
eleições, que foram encerradas no dia 30 de outubro.
TSE
Em nota, o
presidente do TSE, ministro Alexandre de Moraes, confirmou que recebeu o
relatório e afirmou que o trabalho das Forças Armadas não apontou existência de
fraude na votação.
"O Tribunal
Superior Eleitoral (TSE) recebeu com satisfação o relatório final do Ministério
da Defesa, que, assim como todas as demais entidades fiscalizadoras, não
apontou a existência de nenhuma fraude ou inconsistência nas urnas eletrônicas
e no processo eleitoral de 2022".
"As sugestões
encaminhadas para aperfeiçoamento do sistema serão oportunamente analisadas. O
TSE reafirma que as urnas eletrônicas são motivo de orgulho nacional, e que as
Eleições de 2022 comprovam a eficácia, a lisura e a total transparência da apuração
e da totalização dos votos", declarou Moraes.
Relatórios
No início da tarde
de hoje, o presidente do Senado Federal, Rodrigo Pacheco, citou o XXIV
Congresso Internacional das Instituições Superiores de Controle e o
"trabalho fundamental" do Tribunal de Contas da União (TCU) para
atestar a confiabilidade das urnas.
"Por meio de
um trabalho exemplar, o tribunal contribuiu para demonstrar a segurança das
urnas eletrônicas e o resultado fiel dos votos dados pelos eleitores aos
candidatos.", tuitou o presidente do Senado.
Ontem (8) o TCU
informou que não encontrou divergências nos boletins das urnas
eletrônicas, durante auditoria no segundo turno das eleições.
Outro relatório, do Conselho Federal da Ordem dos Advogados do Brasil, também foi entregue ao presidente do TSE, e reforçou a confiança da entidade no sistema eletrônico de votação. "Após a análise dos relatórios feitos pelas comissões de Direito Eleitoral distribuídas em todo o país, a instituição concluiu que não houve nenhuma suspeita de irregularidade na votação. Evidenciou-se, ao contrário, a postura transparente da Justiça Eleitoral na preservação da lisura e da segurança".
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ROMAN RAITER - JUSTIÇA AO OASE